Maio despediu-se com passos mais soltos e dias mais leves. E agora chega junho, um mês que muda o ritmo da cidade como nenhum outro. Já não se trata só de andar devagar. Agora, as noites esticam-se, as varandas enchem-se de manjericos e há cheiro a sardinha no ar. Há música em becos onde antes só havia silêncio. Há mesas nas ruas, conversas até tarde e miúdos a correr por entre fitas coloridas como se estivessem num mundo feito à medida deles.